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Matheus Rocha Pitta; O Reino dos Céus

Postado por Lacave 02/12/2017 0 Comentário(s) Exposições,

O Reino dos Céus

(18:00, 7-10, Matheus R. P.)

 

Dentro de um galpão com aparência abandonada, em uma ladeira na Glória, trinta e cinco pessoas se reúnem num final de tarde de sábado para ouvir a liturgia de Matheus Rocha Pitta. O Reino do Céu, trabalho do artista, engloba uma exposição de obras autorais e o próprio espaço em si, instalação à parte. A exposição lida com temas como a religião, violência policial, questões sociais e outros. Ao entrar já nos deparamos com uma cruz de concreto e o cheiro forte que chama bastante atenção. Além das paredes pintadas com leite de magnésio, medida de proteção, há também uma obra nomeada de Soro, que consiste em copos de acrílico com vinhWo branco e uma gota de leite de magnésio em cada copo, criando o vinagre, ingrediente utilizado pela população em manifestações de rua como antídoto ao gás lacrimogênio usado pela polícia. O gás também é utilizado pelo artista diversas vezes em colagens espalhadas pelo espaço. Visto que Matheus se apropria de um processo de diluição mimética, em que você disassocia as imagens de violência do seu contexto e escolhe expor o tema em pequenas quantidades para viabilizar a discussão e adaptação. A nuvem de gás lacrimogênio viram então as nuvens dos anjos católicos e os manifestante atacados, os mártires. Esse processo, em conversa com o artista, se mostra como uma forma de diluir a violência e as próprias questões religiosas e de censura, criando assim um silêncio meditativo e não opressor, tranquilizando a discussão de temas difíceis. Esse é um dos motivos pelos quais o artista acredita que não tenha ocorrido opressão por parte de grupos conservadores extremistas, levando em consideração os últimos acontecimentos relacionados à censura. Da mesma forma que tais grupos tiram imagens de contexto e as corrompe, Matheus também tira as imagens violentas de contexto e as resignifica. O artista consegue com sutileza unir questões como violência policial e arte religiosa à um ambiente que mais nos remete ao IML junto ao forte odor de vinagre que se estabelece por todo lugar. Essa junção é não só extremamente sensível como também é totalmente retirada de seu contexto e resignificada em um ambiente sacro, de liturgia, encontro, meditação e contemplação.